Como surgiu e qual o rumo do projeto Leve Livros?


No dia 20 de maio de 2018, numa praça da cidade de Cipó – no interior.

Da Bahia, O poeta Carlos Silva estende sobre um banco do jardim, uma toalha confeccionada artesanalmente pela sua esposa, e ali passa oferecer livros gratuitamente para as pessoas, que a princípio não acreditavam naquela ação literária, onde os turistas eram convidados a participar do PROJETO LEVE LIVROS, adquirindo e levando para suas cidades de origens, um livro doado pelas mãos de um poeta do sertão da Bahia.

Primeiro foram os meus livros, e aos poucos, poetas e escritores da cidade, em solidariedade, vieram doar alguns livros, e aqui cito os pioneiros dessa parceria: FÁBIO BAHIA, que é escritor,
RANIERE CAITANO, Poeta e historiador da cidade, e a comerciante MARILDA DANTAS.

Essas pessoas ajudaram fortalecer o PROJETO LEVE LIVROS, que sem apoio da gestão municipal, surgia para dar um novo ar cultural à cidade, que um dia, tanta historia bonita escreveu.

Outras pessoas foram chegando, e começamos receber livros da cidade do Salvador, através da FPC (Fundação Pedro Calmon) e CEAS, da Arquidiocese de Alagoinhas, (que doou algumas bíblias).
Outras doações chegaram de varias cidades, a saber: Nova Soure, Serrinha, Andaraí, Uauá, Feira de Santana, Dão Paulo, Guarulhos, Taboão da Serra, de Recife, Rio Grande do Norte, quer através dos correios, quer pela Empresa de Ônibus, Moacir Tur, que abraçando o PROJETO LEVE LIVROS, não cobra pelo transporte do material despachado.

A Biblioteca do Paiaiá, (a maior Biblioteca Rural do mundo), também é uma das nossas grandes colaboradoras. Cito também a faculdade Euclides da Cunha (FAEC), a JB Distribuidora de farinha de Trigo de Ribeira do Pombal, e da Casa de rações e sementes SF – da vila de Itamira, Município de Aporá.

Fiz (na cidade de Cipó) 23 edições na praça, sempre aos domingos, e vez por outra, alternando aos sábados, e o número de distribuição de livros iam crescendo.

Por falta de apoio ou de interesse de boa parte de professores, alunos ou poder publico, fui migrando para outras cidades. Cheguei a visitar 16 delas, e um povoado. Sempre bancando as minhas custas minhas idas e vindas, despesas com combustíveis refeições e hospedagens.

Em 2018, foram mais de 1500 livros doados, com assinaturas de apoio das pessoas, fechando em 1600 participantes.
Percorri 2.730 kilometros, bancando essas despesas com combustíveis.

Quando o carro quebrou, fiz um apelo pela internet, de 27 pessoas colaboraram, e foi ai que pude consertar o carro, que posteriormente deu problema por mais duas vezes e eu nao tive como pedir de novo colaboração. Recebi de herança parte de um dinheiro onde comprei meu som, para melhor propagar o projeto.

Por falta de um sólido e constante patrocínio, creio que o PROJETO LEVE LIVROS, não tenha uma vida longa e nem atinja o objetivo, que seria expor no mínimo em 200 cidades das 417 do Estado da Bahia.
O povo aplaude, acha louvável a iniciativa, mas não sabe o que faço para manter o PROJETO LEVE LIVROS, na intenção de intensificar ai na mais a leitura pelo interior da Bahia.
Recorri até à Fundação de Cultura do Estado da Bahia, tentando conseguir um *APOIO DIRETO* para aquisição de alguns equipamentos, mas não fui atendido, é que hoje, ja não se faz mais necessário pois ja conseguir.

O PROJETO LEVE LIVROS, além de livros, precisa de apoio financeiro, para continuar pluralizando a cultura pelo interior do Estado da Bahia, e pelo Brasil afora.
Sr vice achar que deve, seja nosso colaborador, ajude-nos manter o projeto, que é de grandiosa importância para o desenvolvimento literário e cultural da nossa gente, do nosso Estado e do nosso País.

Obrigado a todos.

Carlos Silva,
Idealizador do Projeto LEVE LIVROS.