José Silvério é emoção!


O rádio é apaixonante: através dele criamos imagens, imaginamos trabalhando nele e, claro, um dia  conhecer nossas referências, por que não!

Eu, Carlos Sílvio, do programa Paiaiá na Conectados, além de trabalhar no rádio, ouço rádio desde criança,quando ainda morava na roça lá no Paiaiá, Bahia, sempre imaginei conhecer aqueles que se tornaram uma referência para mim.

Cheguei em São Paulo em janeiro de 1999, e através de amigo/xará, (Sílvio Prado), conheci as narrações do cara que eu passaria a acompanhar sempre. Independente do jogo que ele tivesse narrando.

Afinal, sempre dei preferência as narrações de futebol no rádio. Ainda hoje, costumo desligar o som da tv, em um jogo de futebol, acompanhar a imagem e a narração é a do rádio. Se é Zé Silvério que está irradiando, como ele diz, jamais ouvirei a narração da tv.

lembro que eu e Sílvio Prado ficávamos repetindo o famoso “AFÁÁÁÁSSSSSTA”, de Zé Silvério, ainda na Rádio Jovem Pan.  Era pronunciado com muita emoção na voz. Emoção essa que na minha opinião, eu já o considerava o melhor narrador de Rádio de todos os tempos. A voz do “Pai do Gol”. Apelido que ele ganhou de Milton Neves.

Já fui a TV Bandeirantes, no bairro do Morumbi, por três vezes. Mesmo local onde fica todas as rádios do Grupo Bandeirantes. Conheci a Rádio Bandeirantes, emissora em que Zé Silvério trabalha, mas nunca tive a sorte de encontrá-lo por lá.

Essa semana, terça-feira (15/01), estava no Shopinng Morumbi, zona Sul de São Paulo, a trabalho, quando surge em minha frente um senhor, baixo, magro, olhar atento, uma senhora (esposa) e um rapaz (filho) .Em “minha” direção estava o maior narrador de rádio de todos os tempos.

Sempre tive vontade de conhecer José Silvério. Certa vez, era meu aniversário, pedir para que Beto Hora (radialista, imitador e humorista ) fizesse uma imitação da voz de Silvério, de uma jogada em que eu defendia uma penalidade. Tenho esse áudio guardado. Foi um belo presente.

Ao me aproximar ele olhou e  percebeu que eu estava indo falar com ele. “José Silvério!”, disse eu.

“Tudo bem….”, respondeu, estendendo a mão. Perguntei se podia tirar uma foto com ele. “Sim, claro”, respondeu, em um tom de voz de uma simpatia incrível.

Pedir a ele que nunca parasse de irradiar. “Um dia vou ter que parar, não jeito, é a vida…” (risos).

Ao pedir para ele gravar um vídeo curto para o meu programa, ele, com toda boa vontade do mundo, pediu para dizer o texto e ainda apontou para um lugar que ficaria longe do barulho do shoping. Sim, ele confundiu um pouco o texto que falei, mas o registro feito,  sua educação, simpatia e suas emocionantes narrações ficarão para sempre registradas.

Me despedir feliz da vida e repetindo, para mim mesmo, um dos seus mais conhecidos bordões: “E QUE GOL LAÇO!”

Obrigado, José Silvério. O Pai do Gol!

Clique no link e assista o vídeo: