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ETNIA!

ETNIA!

Sim, é possível e devemos lutar pela boa música, pela cultura em geral.

Ontem, 15/03, a convite do amigo James Santana e sua esposa, Anna Bertozzo, fui até Taboão da Serra, grande São Paulo. Era inauguração do ETNIA Stúdio Music Pub.

Depois de uma hora e meia em um ônibus lotado, trânsito infernal, cheguei ao local. Fui um dos primeiros a chegar. Pedir uma água e comecei a observar tudo ou quase tudo.

De cara, uma recepção excelente. Comecei a me atentar ao ambiente a arte incrementa em cada canto, em cada parede e até no teto da casa.

Um ambiente gótico, sei lá… Um teto estranho me chamou atenção (nunca vira nada parecido em nenhum lugar do mundo). Forrado com algo que mais parecia espumas amareladas pelo tempo e que a qualquer hora aquilo iria cair sobre nós. Sujando nossas roupas e deixando os cabelos femininos… Fiquei encantado com tal obra e lamento não saber o nome do autor para dar os créditos.

Uma decoração impecável e peculiar. As pessoas começavam a chegar e eram muito bem atendidas por simpáticas e educadas meninas.

Na minha frente algumas obras de arte. Tudo ali dentro é arte. Mas um quadro me chamou atenção.

ETNIA: coletividade de indivíduos que se diferencia por sua especificidade sociocultural, refletida principalmente na língua, religião e maneiras de agir.

Essa definição estava clara nesse quadro a minha frente. Desenhadas em caricaturas, mas uma expressão artística, estavam, juntos, artistas como Raul Seixas, Alcione, Reginaldo Rossi, Lenine, Dominguinhos, Rita Lee, etc. E, centralizado, a logo marca da casa: ETNIA.

A casa é a melhor definição de arte que visitei nos últimos tempos. Uma riqueza produzida por amigos que acreditam que jamais devemos abandonar o nosso DNA  artístico.

As caveiras que por ali estão, podem representar os grandes artistas que já não estão mais entre nós. Assim, como podem serem vistas como uma esperança, um recomeço, uma luz vinda de pessoas como James Santana, que tem a arte no seu DNA.

Um pedido de “nos ajude a falar, temos algo a dizer”.

“Aqui é uma casa para tocar boa música, promover exposição de obras de arte, artesanato, é para as famílias se divertirem”, disse James Santana. Para depois acrescentar: “é uma casa alternativa”.

Fui convidado para ficar por mais tempo e subir ao palco para dizer alguma coisa. Porém, não podia ficar por mais tempo. Estava longe de casa e dependia de transporte público para retornar.

Esperei a passagem de som da banda Fogo Corredor. Banda do próprio James Santana.

Sair de lá feliz com o que vi e com a certeza que voltarei.

Parabéns aos organizadores do evento e da casa.

O ETNIA fica localizada na R. Dr. Getúlio Vargas, 71.

Taboão da Serra/SP

 

 

 

Carlos Silvio

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