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EXCLUSIVO: “professor merece uma melancia no pescoço!”

Professor é alguém que faz repensar o lugar de todos nós no mundo.

Professor, eu o admiro profundamente e tenho uma grande estima pela sua pessoa e profissão.

Não posso deixar de citar professores queridos, que tive no Paiaiá, Nova Soure, BA: Edilzete, Márcia, Mércia, Ilma (querida), Idelma, Evani Cruz, dra. Kátia; Jiovan Matos, Valfredo, Eugênio, etc. Perdão se no momento esqueci alguns nomes.

Pessoas importantes na minha vida. Recebam meu abraço.

Mas, em Nova Soure, nem sempre os professores tiveram o carinho e respeito que merecem. Claro que o professor, assim como todos, tem direitos tem deveres.

Em Nova Soure há professores que foram punidos, por reividicar seus direitos, impedidos de exercer a sua profissão, vilipendiados, motivos de chacota.

Essa informação foi confirmada pelo presidente da APLB, José Domingos, em live com Igor Barreto, ao responder uma pergunta feita por mim. “Sim, já houve professores punidos. Eu mesmo fui impedido de entrar na escola em que eu dava aula”, afirmou José Domingos (link).

Tudo ocorreu por que, na época do então prefeito José Arivaldo Ferreira Soares, conhecido como Ari, os professores estavam reivindicando o aumento anual de 11,3% que o prefeito não repassou e não aceitava conversar com a classe.

Houve greve, paralisação e Justiça.

Segundo os professores, com os quais eu conversei, relataram que houve greve, protestos e após 14 dias “Ari resolveu não só resolveu repassar o aumento mas, de forma estranha (Lei de Responsabilidade Fiscal), conceder um aumento de 15,6%. Muito acima do que, nós professores, reivindicávamos”.

“Em 2011, terceiro ano do seu primeiro mandato, já havia muita insatisfação dos professores e nós começamos, de forma ferrenha, a exigir nossos direitos”, afirma o professor.

Os professores são categóricos em afirmar que o então gestor (Ari), era truculento, não havia diálogo com ele e não aceitava conversar com a APLB.

Segundo o professor, nas vezes em que participou das reuniões para discutir esse assunto, foram duas vezes apenas, ele não deixava o professor falar: “era tapa na mesa, gritos, etc”.

Após os professores ganharem uma ação na Justiça, ele proibiu que os professores esboçassem qualquer comemoração.

“Eu fui punido, fiquei em casa por trinta dias. Fui proibido de exercer minha profissão”, confirma um professor.

Os professores também confirmam a chacota vinda do ex-gestor de que “professor merece colocar uma melancia no pescoço”.

              (imagem de internet)

Os tempos vividos pelos professores em Nova Soure foram sombrios. Beirando ao autoritarismo Corenelista.

O mais irônico de tudo isso é que em tempos de campanha eleitoral, como temos uma memória curta, as redes sociais estão cheia de “feliz dia do professor” vinda de quem  os caçoaram.

Dizer que os professores merecem reconhecimento e carinho, é um clichê. Mas é um fato.

Feliz Dia do Professor.

Obs.: o espaço aqui (site) está aberto para que os citados no texto, exerçam seu direito de resposta.

Texto: Carlos Sílvio

 

EXCLUSIVO: “o ex-prefeito Ari não pagou consignado e sujou meu nome”, afirma morador

“Apesar de os valores estarem sendo descontado em folha, o dinheiro não estava chegando a instituição bancária”, afirma morador.

Empréstimo consignado é uma modalidade de crédito com possibilidade de pagamento por meio de desconto diretamente no benefício previdenciário.

Em Nova Soure, esses empréstimos, feito por servidores na gestão de José Arivaldo Ferreira Soares, conhecido como Ari (2008/2016), está causando dor de cabeça para muitos.

Outra garantia é de que os bancos e financeiras receberão as parcelas em dia, o que traz menos riscos e permite que os bancos cobrem juros menores do que cobrariam em um empréstimo pessoal. O que não ocorreu em Nova Soure, segundo informações.

Se há algo que o cidadão luta para manter limpo é o seu nome. É uma questão de honra, dignidade.

As consequências de ter seu nome na lista de devedores, além da vergonha pessoal, cartas de cobrança, também o impede de ter crédito na praça.

Eu, Carlos Sílvio, recebi um print de uma mensagem em que um morador de Nova Soure, Bahia, que comprova o sofrimento e o constrangimento ao pedir ajuda a um vereador para sanar sua dívida.

Segundo informações, na gestão de José Arivaldo, a prefeitura não repassava o dinheiro do empréstimos consignados.

Na mensagem, encaminhada ao vereador, o morador afirma: “olha, na gestão de Ari (José Arivaldo Ferreira Soares) eu fiz um empréstimo consignado, que vinha sendo descontado no contracheque”. Porém, a prefeitura não repassava o valor ao banco.

“Eu recebi uma ligação, para fazer um acordo, porque minha dívida já está em R$ 4.000,00 (quatro mil reais)”, afirma. “Se eu pagar o acordo até setembro, quito a dívida por R$ 550,00”, diz a pessoa endividada.

Na mensagem em que pede ajuda ou que interceda ao prefeito para que lhe ajude. Ela afirma que com o que ganha não consegue pagar, porque “o meu salário é só para mercado e comprar remédios”.

Eu conversei com uma outra pessoa do município que me informou que essa situação aconteceu com muita gente. “A Prefeitura de Nova Soure, na gestão de José Arivaldo Ferreira Soares, sujou o nome de muita gente, ao não repassar o dinheiro dos consignados”, afirmou um outro morador de Nova Soure.

O espaço AQUI está aberto para quaisquer manifestação do citado.

Texto: Carlos Sílvio, radialista.

 

 

 

Jorge Araújo: “A Folha de São Paulo cometeu estelionato”

O jornal Folha de S. Paulo recentemente lançou a campanha “#UseAmarelo pela Democracia”.

O Jornal busca inspiração no papel histórico das Diretas Já, para resgatar a cor amarela como símbolo da democracia. No entanto, cometeu um erro grave ao alterar a cor original (branco para amarelo) da foto que virou símbolo das Diretas (foto com a pomba), sem a autorização do autor, o fotógrafo baiano Jorge Araújo.

Num primeiro momento, não deixa de ser irônico o fato de o Grupo Folha, que apoiou o golpe de 1964 e compactuou com o regime militar.

Carlos Sílvio, do programa Paiaiá na Conectados, conversor com Jorge Araújo: “a gente ainda é obrigado a ver essas coisas quando se fala em Democracia”, disse Jorge.

Irritado, ele é enfático ao dizer que foi um “absurdo o que fizeram com uma obra de 40 anos, sem autorização do autor. Isso é crime”.

“Eles alteraram as duas fotos”, afirmou Jorge que disse que irá tomar as providências jurídicas.

As imagens foram divulgadas em horário nobre e nas redes sociais.

“Não é só isso. Há pouco tempo eles pegaram e venderam uma outra foto, sem minha autorização, para uma página de publicidade e não me repassaram minha parte. Isso é estelionato”, afirmou Jorge.

 

Érico San Juan entrevista Carlos Sílvio

Érico San Juan é cartunista e radialista da cidade de Piracicaba, SP. Eu, Carlos Sílvio, tive a honra de ser entrevistado por ele em sua live no Instagram, em 15/07/2020.

O FUTURO DO RÁDIO É A INTERNET

Entrevista concedida ao jornalista e pesquisador de cultura, Assis Ângelo

Pergunta: Sílvio, eu sei que você é sãopaulino. O Corinthians ficou campeonato durante mais de 20 anos. Quebrou o jejum em 1977, você assistiu a final do Coringão contra Ponte Petra?

Resposta: Eu não sou desse tempo. Estava nascendo. Aliás, nasci no dia 27 de junho de 1977 lá em São José do Paiaiá, Nova Soure, BA.

Pe: Quando você trocou o Paiaiá por São Paulo e o que achou de melhor na capital dos paulistas?

Re: Cheguei no dia 10 de janeiro de 1999. Acolhedora, a cidade me possibilitou aprender um monte de coisas. Aqui casei, tive filho, Murilo. Aliás, nem sei como a Gleice me aguenta.

 

Pe: Foi no mês de janeiro que nasceu no Rio Grande do Sul o cara que inventaria o rádio, você sabia disso?

Re: Roberto Landell de Moura. Cientista formado em Roma. Ele também era padre.

Pe: Além de inventar o rádio, Landell inventou o telefone sem fio. O rádio tem sido muito importante como meio de transmissão de música e notícia. Por que você escolheu o rádio, Sílvio?

Re: Não foi por acaso. Ouço rádio desde criança, porque onde eu morava não havia energia elétrica e muito menos televisão. O rádio era o principal companheiro, à pilha. E hoje, mesmo com tanta novidade tecnológica, o rádio continua sendo a minha grande companhia. De milhares, milhões de pessoas mundo à fora.

Pe: O mês de junho é o mês que tem muito a ver com Imprensa. O dia 1°, por exemplo, é dedicado à Imprensa. Muitos jornalistas nasceram nesse dia, como Carlos Castelo Branco (http://assisangelo.blogspot.com/2020/06/castelinho-100-anos.html). Ele nasceu no dia 25, há 100 anos. O mês termina com a morte de Landell: 30 de junho de 1928. Ele deve ter sofrido muito, pois no dia 7 de setembro de 1922 o Presidente Epitácio Pessoa (1865-1942), convidou o Italiano Marconi (1874-1937) para inaugurar o rádio, no Brasil. O rádio tem futuro, Sílvio?

Re: Sim, mas os desafios são muitos. Com a chegada da Internet o rádio migrou e tem que se adaptar as novas plataformas. Como a televisão, também. Vivemos um outro mundo. E nesse novo mundo que o rádio tem que viver. O futuro do rádio é a internet.

Pe. E as rádio comunitárias, como ficam?

Re. Não ficam. A tendência é sumirem.

Pe. Você entrou no rádio e dele pretende sair?

Re. Entrei nesse mundo no dia 17 de maio de 2016, pela Rádio web Conectados (www.radioconectados.com.br). Se depender mim, não sairei. Gosto muito do que faço.

Pe. E as lives? Essa onda virou mania, é uma coisa doida, você concorda?

Re. Tenho usado a internet e recentemente inaugurei um programa chamado Em Quarentena. Nesse programa, sempre ao vivo óbvio, já entrevistei figuraças como os ex-jogadores Aloísio Chulapa, Bobô, o filósofo das ruas, Eduardo Marinho, o músico Jorge Ribbas, o ator Felipe Folgosi.

Pe: Quem você gostaria de entrevistar?

Re: No programa Paiaiá na Conectados eu já entrevistei Joé Hamilton Ribeiro, o maestro Júlio Medaglia, o acadêmico Ignácio de Loyola Brandão e gostaria de entrevistar Geraldo Vandré. No Em Quarentena, eu gostaria de fazer uma live com Milton Nascimento.

Pe: Você deve ser um craque da internet, por apresentar visuais tão legais. Quem são os gênios que trabalha com você?

Re: Darlan Zurc é um deles. Outro é Rafael Shimdt(coordenador da Rádio Conectados) São incríveis, como pessoas e profissionais.

Pe: E Paiaiá, o município que você nasceu, as pessoas te acompanham, você volta sempre ou perdeu as raízes?

Re: Que perder raízes, que nada! Só nega suas raízes quem é besta. E como não sou besta, e estou sempre por lá, revendo os amigos, conterrâneos que lá deixei. Pelo menos uma vez por ano vou ao Paiaiá. O pessoa me companha e eu acompanho o Paiaiá.

Pe: E hoje vai ter bolo e Parabéns?

Re: Vai ter o mínimo. A pandemia não permite juntar amigos em festa. Pena, né?

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